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Paula Daniela - Estagiária - CAJU
Sempre gostei muito da Páscoa Jovem por ser um encontro que prepara de forma incisiva para o período mais importante do ano de um cristão, e que infelizmente a maioria deles não dá a devida importância que é a Semana Santa. Entre idas como congressista e grupo de serviço foram cinco encontros. Mas o que eu nunca imaginei é que, mesmo não indo fisicamente, a Páscoa Jovem de 2011 fosse me tocar da forma como me tocou... Desde sexta comecei minhas orações para que o Espírito Santo inflamasse no coração de todos os que participariam desse encontro tanto como congressista, como os que estavam em missão. É incrível como a oração me deixou em sintonia com as coisas que aconteciam no encontro mesmo não sabendo efetivamente o que se passava por lá e como o fato de estar em oração me fazia sentir mergulhada em tudo o que foi refletido no encontro. À medida que ia lendo as notícias da Páscoa no site da Caju, eu me sentia realmente vivendo o encontro mesmo estando tão longe do Cenóbio... Mas o momento que realmente me marcou nessa transmissão via internet do encontro foi o momento do Lava-Pés. Ultimamente tem sido bem difícil eu conectar aos domingos de manhã, mas algo mais forte e inexplicável me fez ligar o computador... E que bom que liguei, pois através daquela twitcam pude ter uma das mais belas experiências comunitárias. A temática do Lava Pés esse ano por si só já me envolveu por falar de serviço e comunidade. Ver meus irmãos membros compromissados no ato do servir mexeu bastante comigo. Mexeu no sentido de perceber que a vocação pulsa mesmo estando longe, que a vocação transborda naqueles que são fieis a ela e transborda tanto que me fez sentir preenchida pelo Amor de Deus e certa de que meu lugar é ao lado d’Ele. Ver meus irmãos de comunidade lutando para passar pelo seu Getsêmani pessoal para estar mais perto de Deus me deu coragem para continuar lutando para atravessar o meu também... e quantas vezes quis desistir, ficar pelo meio do caminho por acreditar não ter mais forças para continuar ou ver que tudo seria em vão, pois vira e mexe sempre caio nos mesmo erros...Mas aquele momento, naquela manhã de domingo, Dia do Senhor, eu vi que nenhuma luta é em vão para quem busca o céu.
“Não há outra questão, quando se é cristão não se para de lutar...”
Em tempos em que a internet é tida como “vilã” de tantas coisas ruins que acontecem, ela pra mim foi uma “mocinha” que me proporcionou um novo ardor no meu coração pela vocação Caju, e com certeza não só brindou a mim com esse belo presente, mas a todos os cajuínos (os que de fato já são e os que ainda não se descobriram como tal) espalhados pela Terra. Obrigada a todos que proporcionaram esse momento único para aqueles que não estavam fisicamente na Páscoa Jovem. Que a Alegria da Ressurreição seja sempre a nossa força!
Paula Daniela
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