| Nosso Grande Professor |
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A vida de professor é algo interessante demais. Nossa vida é dar aula, nosso estresse são os alunos e quando a nossa carga horária é enorme o bastante para passamos o dia inteiro falando pelos cotovelos alguém diz alguma coisa e muda o nosso dia. Passamos de professores a alunos. Hoje eu comecei a recordar a idéia que fazemos de Deus como um Pedagogo divino, Professor da eternidade e Doutor de todas as situações. A vida nos apresenta diariamente desafios, dores e sofrimentos e quando procuramos uma resposta sempre tem alguém com ar de "sabe-tudo" dizendo: "Deus faz certo por linhas tortas", ou então: "Precisamos entender a pedagogia de Deus", isso pra mim parece tão piegas que eu imagino até uma voz imponente e barítona recitando lentamente essas palavras segurando o livro das virtudes nas mãos. Como pelo visto isso não funciona muito pra mim, comecei a tentar entender como seria uma forma de Deus me ensinar a ultrapassar meus desafios de uma forma que eu entendesse e, enfim, concordasse? Hoje eu encontrei uma, a via dos meus alunos! Eu sempre fui um projeto de professor de tudo que envolvesse números, matemática, física, bioestatística, engenharia etc, mas eu nunca tinha tentado entender a ação de Deus nas nossas vidas por meio das minhas aulas de cálculo e TI, talvez por parecer algo meio esdrúxulo não sei, mas tentei. Nas minhas aulas eu percebi uma rotina interessante que sempre é repetida pelo simples fato de dar muito certo. Primeiramente o professor apresenta aos alunos a teoria do assunto novo que se está estudando, essa teoria é a novidade para eles e precisa ser passada com paciência e dedicação para que seja inicialmente assimilada. Essa etapa é envolta de novidades, olhares de surpresa, de discordância, eles se sentem super inteligentes se alcançam logo o aprendizado ou extremamente burros se não conseguem. Essa é a primeira etapa e talvez a mais importante onde tudo é novo ou poderia dizer nova? Boa Nova! Comparei esse momento com aquele que vivenciamos no estudo da Palavra de Deus. Ali os nossos olhares são de novidade, dúvida, discordância, assimilação, aprendizado, etc. Nesse momento conhecemos como deve ser a vida de quem acredita realmente em Deus e no Seu Filho e Nosso Irmão Jesus. Nesse momento temos dúvidas e elas buscam o caminho da sabedoria como água corrente. Começamos a entender e nos colocamos no caminho da vivência. Neste caminho entramos em outro tópico, os exercícios. Simplesmente não existe aprendizado na matemática e na física se não resolvemos exercícios. Isso é uma verdade quase que incontestável, pois o aluno pode até entender tudo, pode não sentir muita dificuldade ao adaptar-se ao novo conhecimento, mas se ele não fizer exercícios ele vai esquecer a teoria com o passar dos anos. Sem falar na habilidade que só o exercício dá para o aluno de poder expandir a aplicação da teoria para problemas cada vez mais complexos. Assim acontece também com a vida do cristão. Não adianta um profundo conhecimento da palavra de Deus se esse conhecimento não é revertido em práticas e vivências e é nesse momento que Deus nos manda os Seus exercícios. Uns chamam de provação, outros de dificuldades, outros de desafios, mas a verdade é que todos são exercícios que Deus nos manda para assimilarmos corretamente a Palavra e para expandirmos nossa capacidade de solução de problemas em Cristo até alcançarmos os mais complexos. Ele nos manda aquele parente difícil para termos paciência, aquela doença sem cura para termos fé, aquela separação dolorosa para sabermos amar aos nossos, etc. Faz tudo isso para reduzir a força do tempo no nosso entendimento da palavra de Deus, pois muito facilmente esquecemos do que Deus fez por nós e faz todos os dias. Os exercícios são portanto a forma de sedimentação do Próprio Cristo na nossa vida.
Um outro aspecto que eu percebi nas minhas aulas de exatas é que, o aluno que apresenta maior dificuldade de entendimento de uma certa matéria consegue superar essa lacuna se o professor utilizar-se de exemplos para fazer o intermédio entre a teoria e os exercícios. A eficácia do exemplo também é quase que incontestável se ele estiver aplicado no contexto correto de utilização da teoria proposta. O exemplo é aquele exercício que a resolução é conhecida previamente e deu certo, ou então é a aplicação da teoria que obteve os resultados esperados, etc. Na vida também precisamos de muitos exemplos.
Os santos possuem um história de vida impressionante, bonita, admirável, porém para que ela seja exemplo na nossa vida precisa tocar onde estamos mais necessitados. Um santo que viveu na idade média seria um exemplo de paciência no trabalho? Poderia até ser, mas isso exigiria de nós alunos uma adequação temporal do exemplo e isso muitas vezes não é um trabalho fácil. Ou se eu quero ser como o Apóstolo Paulo, mas não tenho nenhum conhecimento das Epístolas paulinas fica difícil também. Uma boa opção seria se alimentar dos bons exemplos dos nossos amigos, parentes e conhecidos, do pessoal de fibra que faz a vida parecer realmente uma passagem para aquela que é eterna, aquelas pessoas que falam o que precisamos ouvir para sermos melhores e conseguem silenciar nossa ânsia em fazer o mal. Sejam elas nossos exemplos, ferramentas vivas para auxiliar no nosso exercício. Façamos isso! Estudemos bastante para sermos exemplos na resolução dos exercícios que Deus nos passa e sejamos aprovados na disciplina da vida em Deus com a ajuda dos santos e de todos aqueles que passam por nossa vida semeando amor e paz. Geraldo Maranhão - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. |


