

|
Cônego Raul Tavares de Sousa: nosso pai e fundador.
Padre Raul nasceu em 11 de dezembro de 1927, em Alenquer, oeste do Pará, filho de família grande (12 filhos) e tradicional, um dia resolveu seguir a vocação sacerdotal e, desde cedo demonstrando sinais de sua liderança, foi para o Seminário de São José, no Rio de Janeiro. Levava em sua bagagem incertezas, dúvidas e pressões, mas, acima de tudo, um coração cheio de amor e confiança na providência de Deus, bem como de esperança e da alegria do Cristo ressuscitado, o que se tornou sua característica e vocação.
Característica: “Defensor do desenvolvimento integral do homem e respeitador do livre arbítrio de cada indivíduo. Não interfere nele a não ser quando solicitado ou quando pressente que o caminho andado toma rumo questionável. Extremamente confiante no rebanho”. (Diácono Eliézer Martins)
A CAJU foi formada, a princípio (1959), por um grupo de oito pessoas, oriundas dos grêmios estudantis de Belém orientados pelo Padre Raul. Atuando em colégios secundaristas, o jovem grupo, juntamente com o Padre Raul, realizou várias mobilizações para a construção da sede, pois não havia renda própria. Esse grupo de jovens também estimulou e criou, pioneiramente, diversos projetos atrativos, tais como: Feiras de ciências; Festivais de música; Simpósios sobre Amazônia; Simpósios de Conscientização de Realidades Regionais; Semanas Estudantis; Exposições de arte, etc. Essa geração atuou ativamente nas dimensões Religiosa, Social, Cultural e Política.
No ano de 1968, Pe. Raul foi para o exílio no Chile, em conseqüência da ditadura instalada no país, ficando a CAJU fechada por aproximadamente um ano. Com o seu retorno em 1969, a CAJU passou a atuar apenas nas dimensões Religiosa e Cultural. Atualmente, atua, de forma especial, nas dimensões Religiosa, Missionária e Social nas quais os jovens resgatam outros jovens por meio da arte, música, encontros de formação, atividades de assistência social, etc; sempre sob olhar e oração atenciosos do nosso pai, Padre Raul.
"Para que a juventude evangelize a juventude" (Papa Pio XI)
O Padre Raul não exerceu seu chamado somente ao fundar a representação própria de sua vocação na Igreja de Belém (CAJU), mas também ao enfrentar outros desafios que Deus o confiou, como veremos a seguir.
Padre Raul viajou o Brasil inteiro a serviço da igreja e fez várias viagens à Europa, onde seu objetivo foi sempre o Vaticano, para aprimoramento de conhecimento e diálogo com os irmãos em Cristo Jesus. Naquele Continente visitou quase todos os centros católicos e peregrinações, inclusive Nazaré e Jerusalém. No Pará foi professor de teologia da Universidade Federal do Pará (UFPa). Sempre dedicado à edificação da Igreja jovem, coordenou a evangelização e a catequese em muitos municípios do Pará. Foi capelão do colégio Nazaré e tornou-se Cônego.
Em 22 janeiro de 1998, Dom Zico tornou-o pároco da Paróquia de Nossa Senhora Mãe da Divina Providência, no bairro de Val-de-Cans, esta, sua primeira paróquia. Tão logo assumiu a Paróquia, Cônego Raul saiu a campo para conhecer o rebanho e os limites do território. Deu continuidade aos trabalhos de seus antecessores reforçando a evangelização e catequese; reformou a Igreja utilizando os jovens da comunidade, sem oportunidade de se desenvolver, mas com dotes artísticos para tal (que ficaram conhecidos como “prata da casa”); construiu o Centro de Catequese, para atender à comunidade carente, dotou a Paróquia de atendimentos médico, odontológico, exames laboratoriais, escolas de computação, corte e costura, biblioteca...; reorganizou a Pastoral de Comunicação e criou os programas radiofônicos de evangelização; criou o Conhecendo o Criador com a Bíblia na Mão, que são encontros de fiéis para refletirem a Palavra ou aprenderem a manusear a Bíblia.
O ser líder é, acima de tudo, superar as dificuldades com a fé de quem tem o coração inflamado por Deus e a simplicidade do pastor que se preocupa em guiar o rebanho no caminho certo, que não é de sua posse, mas que o foi confiado, como observamos:
“Devido ao vigor de seu carisma, Padre Raul foi perseguido pelos militares, que o achavam subversivo e aliciador de jovens para a ideologia comunista, muito inconveniente naqueles tempos de exceção. Foi preso e humilhado. Seus passos sempre policiados pelos olhos dos quartéis, que o achavam perigosíssimo, apesar do tamanho. Hoje, espalhados pelo Brasil inteiro, aqueles jovens “comunistas fabricados pela Casa da Juventude” edificam a Nação brasileira no caminho do amor, como médicos, advogados, estudantes, engenheiros, dentistas, contadores, políticos, empresários, gerentes de empresas, religiosos...” (Diácono Eliézer Martins).
Somos eu e você !!!
|